
A AMG revelou aos dealers o que vem por aí: um CLE 63 limitado a 30 unidades com V8 flat-plane de 646 cv, um novo GT Black Series e até o retorno do G-Class Cabriolet. O ronco voltou.
A Mercedes-AMG pode até falar de eletrificação em público, mas por trás das portas fechadas, o que realmente está fazendo o coração dos entusiastas acelerar é a volta de um V8 de respeito. E que volta.
A estrela mais rara da nova ofensiva de produtos da AMG é o CLE 63. Serão apenas 30 unidades produzidas no mundo inteiro — cada uma equipada com uma versão apimentada do novo V8 flat-plane crank da Mercedes. A potência? 646 cv (655 PS / 475 kW). É o tipo de número que faz qualquer entusiasta parar o que está fazendo e prestar atenção.
E o melhor: esse motor não vai ficar preso a apenas 30 cupês. O V8, que já equipa o novo S-Class, deve se espalhar pela linha da AMG, incluindo o próximo C 63 sedan — finalmente enterrando de vez o experimento fracassado do quatro cilindros. Quem lembra do C63 com motor de A45? Pois é. A AMG ouviu, e a resposta é oito cilindros.
E aqui é onde nosso coração realmente dispara. O mesmo relatório confirma que um novo GT Black Series de duas portas está a caminho — e deve receber esse mesmo V8 flat-plane. Para quem acompanha o Motorgrid, não é segredo: nós amamos as versões Black Series. É o que a AMG faz de mais brutal, mais puro, mais visceral. O GT Black Series anterior já era uma obra-prima de engenharia com seu V8 biturbo de 730 cv. Se o novo seguir essa linha com o flat-plane, estamos diante de algo verdadeiramente especial.
A Black Series sempre representou o melhor da AMG — carros sem compromisso, feitos para quem quer performance de verdade. E o fato de a Mercedes continuar investindo nessa linhagem, em plena era de eletrificação, é um sinal claro de que Affalterbach entende o que seus clientes querem.
A AMG não está ignorando os elétricos. Dealers viram três novos modelos GT elétricos: um cupê de quatro portas e dois crossovers em plataforma dedicada AMG. Um lembra um Cayenne, o outro é mais baixo e esportivo. Autonomia de até 644 km para o cupê e 483 km para os utilitários. Números impressionantes.
Diferente de certas marcas que parecem forçar a eletrificação de forma desajeitada, a Mercedes está fazendo isso de maneira inteligente: mantém o V8 para quem quer emoção pura e oferece elétricos para quem busca tecnologia de ponta. É o equilíbrio certo.
Como se não bastasse, a AMG também confirmou o retorno do G-Class Cabriolet — ausente há três décadas. O G 63 Cabriolet virá com o V8 biturbo do G 63 atual e teto de lona. Produção prevista para 2027, com foco total no mercado norte-americano. É o tipo de carro que não precisa de justificativa racional. Existe porque pode, e porque é absurdamente desejável.
É isso que queremos ver. Enquanto algumas marcas parecem envergonhadas de seus motores a combustão, a Mercedes-AMG dobra a aposta no V8 e faz isso com convicção. O CLE 63 limitado a 30 unidades já nasce como item de colecionador. O GT Black Series promete ser o ápice da performance AMG. E o G Cabrio é pura diversão sem filtro. A mensagem de Affalterbach é clara: o futuro pode ser elétrico, mas o presente ainda ruge. E nós adoramos cada decibel.
Fonte: Carscoops / Auto News